CERC alerta para situação crítica nas estradas e exige intervenção urgente após a tempestade “Kristin”

“O CERC – Conselho Empresarial da Região de Coimbra reuniu-se hoje, em Coimbra, contando com a presença das 13 associações empresariais que integram esta estrutura regional, representando em conjunto mais de 15.000 empresas. No decorrer da reunião, foi feita uma análise aprofundada da situação no território, na sequência da passagem da tempestade “Kristin”.

O sentimento é claro e unânime: existe uma enorme preocupação com a realidade que empresas e populações continuam a viver diariamente. Apesar do tempo já decorrido, a região permanece, em muitos pontos, num verdadeiro cenário de pós-guerra: estradas com árvores ainda caídas; sinalização destruída ou no chão; barreiras de proteção danificadas; vias ainda encerradas ou com circulação condicionada; postes caídos, com fios provisoriamente seguros com arames, colocando em risco pessoas e bens.

O caso de Penela é um exemplo evidente desta realidade. Existem ainda estradas fechadas (parte do IC3 e ER347 -Estrada da Serra do Espinhal), que causam prejuízos sérios na atividade económica local, constrangimentos significativos à mobilidade das populações e tempos mais longos para dar resposta a emergências. O NEP – Núcleo Empresarial de Penela já reportou impactos económicos significativos, que continuam a agravar-se com o passar dos dias.

Mas o problema não se limita a um concelho — é transversal a toda a região. A mobilidade está afetada, a circulação de pessoas e mercadorias está comprometida, com consequências muito concretas: empresas com dificuldades em operar normalmente; atrasos em entregas e serviços; perda de clientes; redução da atratividade do território …

O CERC sublinha ainda um ponto crítico: assim é muito difícil atrair turistas para a região. Num território com enorme potencial natural, cultural e gastronómico, não é aceitável que quem nos visita encontre estradas degradadas, inseguras e com sinais evidentes de abandono.

O Presidente do CERC, Hugo Serra, foi claro na posição assumida:

Não podemos aceitar que, semanas depois da tempestade, continuemos com estradas fechadas, postes caídos e situações de risco evidente. Isto não é apenas uma questão de imagem — é uma questão de segurança e de sobrevivência económica das empresas.”

As empresas precisam de funcionar, as pessoas precisam de circular e a região precisa de receber visitantes. Assim, é muito difícil atrair turistas e promover o nosso território.”

Temos uma região extraordinária, mas neste momento estamos a transmitir uma imagem de desorganização. Precisamos de respostas rápidas, visíveis e eficazes no terreno. Não podemos continuar à espera.”

Neste contexto, o CERC dirige um apelo claro e direto aos Municípios, ao Governo e à Infraestruturas de Portugal para que atuem de forma imediata, coordenada e eficaz, garantindo respostas concretas às necessidades do território. É urgente assegurar uma intervenção rápida e articulada entre todas as entidades responsáveis; reforçar de imediato as equipas e os meios no terreno para limpeza, reparação e reposição das infraestruturas; resolver prioritariamente as situações de risco, como postes caídos e cabos expostos; reabrir com celeridade as vias encerradas, garantindo condições de segurança; e definir prazos concretos de execução, com uma comunicação transparente e regular junto das populações e das empresas.

O CERC relembra que esta região já foi fortemente afetada por incêndios recentes e que esta nova situação vem aumentar a pressão sobre um tecido empresarial que precisa, mais do que nunca, de estabilidade, previsibilidade e condições para trabalhar.

Não se trata apenas de limpar estradas. Trata-se de garantir segurança, mobilidade e dignidade a

quem aqui vive e investe. A economia precisa de circular — e, neste momento, está bloqueada”, conclui Hugo Serra.

O CERC continuará a acompanhar de perto esta situação, dando voz às empresas da região e exigindo soluções rápidas, eficazes e à altura das necessidades do território.

CERC – Conselho Empresarial da Região de Coimbra, 15 de abril de 2026″

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