Com a entrada da Primavera, a Cultura Vai à Rua nas aldeias do concelho de Penela.
Na mudança de estação para dias mais luminosos e quentes, as atividades artísticas propostas pela Companhia da Chanca, nas aldeias do concelho de Penela, convidam ao encontro e à partilha do espaço público com a apresentação no dia 5 de abril, na Igreja da Misericórdia, em Penela, e no dia 6 Abril, em São Sebastião, da Tertúlia de Cante Alentejano, de Celina da Piedade.
A cultura vai à rua, novamente, no dia 11 de maio nas praças de Viavai e de Chainça, que recebem o Teatro de Marionetas Dom Roberto, um espetáculo para toda a família e todas as idades. As atividades culturais chegam a
Fetais Cimeiros no dia 24 de maio e, no dia 25 de maio, ao Espinhal com histórias, contos e Narração Oral de Contopias, a festa da palavra e da imaginação transmitidos por Jorge Serafim. Integrado no programa geral de A Cultura vai à Rua, serão ainda exibidos 12 curtos cine-retratos sobre o concelho, As Gentes e os Gestos, com produção da Companhia da Chanca em sessões ao ar livre, no dia 2 de Agosto, no lugar do Trilho, no dia 3 de Agosto, nas Taliscas, sempre às 21h30.
O primeiro encontro de A Cultura Vai à Rua, será com Celina da Piedade que irá dirigir uma tertúlia de Cante Alentejano na Igreja da Misericórdia, em Penela no dia 5 Abril às 21h00 e, no Coletivo da Escola da aldeia de São Sebastião, no dia 6 abril, às 17h00. Nesta tertúlia musical, Celina da Piedade irá dar a conhecer algumas das muitas “modas” que constituem o cancioneiro alentejano, as suas principais características musicais e poéticas, e será ela a maestrina de um coro informal e voluntário constituído pelo público presente. Celina da Piedade, é uma das vozes mais carismáticas e comunicativas da música tradicional de raiz portuguesa, tendo dedicado muito do seu trabalho artístico e académico ao estudo e divulgação do património musical alentejano.
A companhia de teatro Os Valdevinos apresenta no dia 11 de maio às 10h00 no largo de Viavai, e às 17h00 em Chainça, o Teatro de Marionetas de luva Dom Roberto, herói sem medo que nestas histórias enfrenta gigantes e monstros, salva princesas e é capaz de derrotar até a própria morte. As companhias ambulantes de Teatro de Robertos, nome dado a estas marionetas de luva, fazem parte da história das feiras de aldeia e da diversão coletiva proporcionada pelo teatro de raiz popular, de histórias imaginativas e mirabolantes, tais como as que vão ser apresentadas (A Tourada, O Barbeiro Diabólico, O Castelo dos Fantasmas, Rosa e os três Namorados). A companhia de teatro Os Valdevinos, têm desenvolvido um trabalho continuado de recuperação e investigação das técnicas e qualidades narrativas, expressivas e teatrais proporcionadas pela manipulação da marioneta.
A tradição da Narração Oral, a partilha de histórias para a comunidade, é a base do projeto Contopias, de Jorge
Serafim, que irá à rua em Fetais Cimeiros no dia 24 de maio às 20h00 e, no dia 25 de Maio às 17h00, no Centro de Interpretação do Cereal, no Espinhal. Os contos que serão narrados em Contopias, vêm de múltiplas origens culturais e geográficas e «Talvez o contador de histórias seja o último reduto da utopia. O homem que pela palavra encontra semelhanças, porque narrar é o ato de apagar fronteiras e separar o que é importante do acessório», como explica Jorge Serafim, narrador de contos tradicionais junto de um público diversificado e multigeracional com ação interventiva no espaço público e comunitário.
Os 12 cine-retratos do projeto As Gentes e os Gestos, serão exibidos em sessões ao ar livre, no dia 2 de Agosto, no lugar do Trilho, no dia 3 de Agosto, nas Taliscas, e sempre às 21h30 e ainda no dia 6 de Agosto, na Casa de Beneficência Conselheiro Oliveira Guimarães, no Espinhal. Estes cine-retratos resultaram do projeto de Cinema e Comunidade que teve início após a saída do primeiro confinamento em 2020, quando a Companhia da Chanca convidou quatro cineastas para criarem vídeos curtos em comércios locais do concelho de Penela. Fruto desta relação entre produtores, comunidade e cineastas, resultaram 12 curtas que refletem uma realidade da vida rural, que vem desafiar a visão idílica da “vida no campo”, tantas vezes percecionada pela população citadina. As sessões programadas de As Gentes e os Gestos, cinema e comunidade, irão proporcionar a oportunidade de ver e descobrir o território Penela, durante 60 minutos através da realização de Cláudia Alves (Beleza sobre rodas, Aprender a cair, O caminho é longo e o albergue bonito), Miguel Munhá (A minha pequena amazónia, Vamos ver o que é que vai dar, Viavai), Rafael Almeida (CCBar, Forgotten Knowledge, Monte Formigão) e Tiago Hespanha (Padaria Central, J.Reis, Santamarauto).
O projeto A Cultura Vai à Rua, dinamizado pela Companhia da Chanca, ambiciona contribuir para a fixação dos jovens no concelho de Penela, para a captação de novas famílias e no enriquecimento do tecido social e empresarial da região. Este projeto de dinamização cultural do território e das aldeias, de valorização da fruição do espaço público e do património monumental, promove o encontro multigeracional e o estabelecimento de laços sociais de apoio e convívio, e conta com o apoio do Ministério da Cultura / Dgartes, Municipio de Penela, da Casa Família Oliveira Guimarães e das Juntas de Freguesia do concelho.


Esta visão é patente na intervenção cultural que, André Louro e Catarina Santana, diretores da Companhia da Chanca, vêm desenvolvendo no concelho de Penela desde 2015, e de que são fruto as iniciativas, Penela Qual Idade? 2025, cujo trabalho passa por reunir várias gerações em torno do tema do Envelhecimento Ativo, ou o ciclo de programação Dentro da Casa, À Beira da Aldeia que em 2025 irá ter a sua quinta edição, numa coprodução com a Casa Família Oliveira Guimarães.
A Companhia da Chanca
é uma companhia de teatro profissional fundada em 2015 por André Louro e Catarina Santana, dois artistas lisboetas que decidiram deslocalizar a sua atividade para o interior de Portugal. A mudança do contexto sociocultural da companhia refletiu-se nas suas criações e na sua atividade cidadã, que revelam a preocupação de entregar a um público diversificado (em idade, língua, cultura e maturidade) obras de arte contemporânea e experiências artísticas e culturais democráticas.
A Casa Família Oliveira Guimarães
é um solar com mais de 250 anos que acolhe o vasto acervo de Luís Oliveira Guimarães, jurista de profissão, criativo e humorista por convicção, fundador e primeiro presidente da Sociedade Portuguesa de Autores.




