HÁ HIPÓTESE “SÉRIA” DE OSSADAS PERTENCEREM A JOVEM “BRITÂNICO” RADICADO EM SERTÃ, DESAPARECIDO HÁ UM ANO

As ossadas foram encontradas pela PJ de Coimbra esta terça-feira (06/08/2019), tudo indicam ser de Joel Eldridg, de 30 anos, origem britânica, chegado á Sertã, em Janeiro de 2018, com objectivo de negócios de construção civil, presumivelmente se transformaram em “tráfico internacional de drogas sintéticas”, após o homicídio, o seu corpo queimado e enterrado a cerca de três metros de profundidade numa zona florestal entre as localidades de Picha e Louriceira, concelho de Pedrógão Grande, com forte suspeita da autoria deste homicídio recair noutro britânico, de 29 anos, a residir na proximidade do local onde foram encontradas as ossadas montava um mini laboratório de drogas sintéticas, onde foram encontrados vestígios de sangue de Joel Eldridge.

A Polícia Judiciária (PJ) de Coimbra afirmou esta terça-feira que há uma “hipótese credível e séria” de as ossadas humanas encontradas na zona de Pedrógão Grande, pertencerem ao cidadão britânico desaparecido há um ano na região.

“As ossadas encontradas não muito longe de uma casa, indiciam o seu corpo ter sido queimado posteriormente embrulhadas num cobertor enterradas a mais de três metros do solo, removidas para o Instituto Nacional de Medicina Legal e Ciências Forenses (INMLCF), onde vão ser sujeitas a exames e ver se se trata, ou não, desse cidadão [britânico]. É uma hipótese séria e credível, mas que carece ainda de informação científica”, explicou à agência Lusa fonte da Diretoria do Centro da PJ.

Esta descoberta foi feita no âmbito de uma investigação iniciada há cerca de um ano, por suspeita de crime de homicídio, e que levou a PJ a recorrer a metodologias técnico-científicas de arqueologia forense, bem como ao uso de equipamentos de georadar para localização do cadáver.

Segundo a fonte, este processo iniciou-se em agosto de 2018, quando foi comunicado o desaparecimento de um jovem britânico que se encontrava no país há algum tempo.

“O jovem comunicava com a família e deixou de o fazer. A família contactou a embaixada do Reino Unido e a informação acabou por chegar às autoridades portuguesas. Inicialmente, a situação foi encarada como um desaparecimento até voluntário”, explicou.

Contudo, após as primeiras diligências feitas no âmbito desse desaparecimento, em agosto de 2018, e após alguns elementos recolhidos, a PJ começou a admitir a possibilidade de o jovem estar a ser vítima de um crime grave, privado de liberdade, ou ter sido morto.

“A partir daí, cerca de um mês depois, a investigação foi direcionada para a Brigada de Homicídios, visto estar-se perante um crime de homicídio”, sublinhou.

Segundo a PJ, houve sempre uma cooperação com as autoridades britânicas e a investigação continuou o seu curso normal até esta segunda-feira.

A mesma fonte adiantou que as investigações vão continuar o seu curso em estreita colaboração com as autoridades britânicas e realçou a colaboração da GNR e da Câmara de Pedrógão Grande, que deram “uma ajuda preciosa” em todo o processo.

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