Vivaldi ao acordeão e realizador Tiago Cravidão marcam o segundo fim de semana do ciclo Dentro da Casa, À Beira da Aldeia 2025
O conimbricense Tiago Cravidão abre esta sexta-feira, dia 25 de julho, o segundo fim de semana da 5.ª edição do ciclo Dentro da Casa, À Beira da Aldeia (DCBA). O realizador estará na Casa Família Oliveira Guimarães, no Espinhal, às 21.30, para uma conversa com o público, após a exibição do filme As Sete Mil Portas, longa-metragem de 2018 sobre o Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC).
Tiago Cravidão também é conhecido por obras como Crónicas de Santa Cruz (2014), ambientado nas lavandarias do CHUC, e Ó Manel! Há uma revolução em Lisboa (2024). Este último, encomendado pela Câmara Municipal de Coimbra para integrar o programa comemorativo dos 50 anos do 25 de Abril de 1974, regista os depoimentos de 13 mulheres que relatam as suas vivências daquele dia em Coimbra.
O fim de semana de 26 e 27 de julho será dedicado à música, com o espetáculo As Quatro Estações de Vivaldi no Espinhal (jardim da Casa Família Oliveira Guimarães) e na Chanca, respetivamente, às 18.00. Peça criada por Vivaldi para violino e orquestra, As Quatro Estações é apresentada numa transcrição para acordeão, feita pelos músicos Inês Vaz e Pedro Santos, numa revisitação de uma das mais icónicas e reconhecidas obras do compositor e da época barroca.
Pelo quinto ano consecutivo, e no seu décimo aniversário, a Companhia da Chanca (n. 2015) promove o ciclo DCBA, que volta a trazer teatro, cinema, música e circo às freguesias do concelho de Penela. Em 2025, com início a meio de julho, o ciclo recebe dois realizadores de relevo, dois espetáculos nacionais — um de teatro-circo e outro de música clássica, tocada em acordeão — e um espetáculo internacional com o artista belga Bernard Massuir.
O ciclo prolonga-se até setembro (dias 17 a 21) com uma extensão aos centros culturais de vilas e aldeias do concelho: Penela, Podentes, Grocinas, Rabaçal, Espinhal.
Com a 5.ª edição do DCBA, a Companhia da Chanca assinala cinco anos consecutivos a proporcionar a fruição de obras de arte contemporânea e experiências artísticas democráticas às populações dos territórios de Penela, caracterizados pela baixa densidade populacional.
«Criámos a Companhia da Chanca há 10 anos, em 2015, e iniciámos o Dentro da Casa, À Beira da Aldeia num ano da pandemia, em 2021. Se naquela altura parecia difícil imaginar a continuidade do festival, hoje sabemos que demos resposta a uma necessidade real: a de promover eventos culturais em territórios pouco povoados, os que mais carecem de atenção na área da cultura. Esta é, na verdade, uma necessidade que o tempo tem vindo a confirmar e a reforçar. Hoje, podemos dizer, com confiança, que criámos um público para estes espetáculos», afirmam André Louro e Catarina Santana, direção artística da Companhia da Chanca.
O concelho de Penela situa-se na fronteira do distrito de Coimbra com o distrito de Leiria. Foi para este território que André Louro e Catarina Santana se mudaram em 2015, criando a Companhia da Chanca, e é nele que têm desenvolvido diversos projetos, como o ciclo Penela Qual Idade?, cujo trabalho passa por reunir várias gerações em torno do tema do envelhecimento, e o ciclo A Cultura Vai à Rua, em conjunto com a Câmara Municipal de Penela.
A mostra Dentro da Casa, À Beira da Aldeia 2025 é uma coprodução com a Casa Família Oliveira Guimarães e conta com o apoio da República Portuguesa, DGArtes, Antena 2, Câmara Municipal de Penela e todas as juntas de freguesia do concelho.
A Companhia da Chanca
é uma companhia de teatro profissional fundada em 2015 por André Louro e Catarina Santana, dois artistas lisboetas que decidiram deslocalizar a sua atividade para o interior de Portugal. A mudança do contexto sociocultural da companhia refletiu-se nas suas criações e na sua atividade cidadã, que revelam a preocupação de entregar a um público diversificado (em idade, língua, cultura e maturidade) obras de arte contemporânea e experiências artísticas e culturais democráticas.
companhiadachanca.pt
A Casa Família Oliveira Guimarães
é um solar com mais de 250 anos que acolhe o vasto acervo de Luís Oliveira Guimarães, jurista de profissão, criativo e humorista por convicção, fundador e primeiro presidente da Sociedade Portuguesa de Autores.
casaoliveiraguimaraes.pt




